quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Encontro com o escritor Pedro Seromenho



A nossa biblioteca vai receber no próximo dia 9 de Dezembro o escritor Pedro Seromenho que apresentará o livro NASCENTE DE TINTA.


O encontro, integrado na Feira do Livro, terá dois momentos: um às 10.00h que incluirá um trabalho mais próximo com os alunos do do 6ºB e do 7ºC; e outro destinado sobretudo aos alunos do 6ºA e do 6ºD.
Ainda que se desenvolva um trabalho mais específico com estas turmas, todos os membros da comunidade escolar estão convidados a conversar com Pedro Seromenho.
A vinda do esritor à nossa escola é para todos motivo de orgulho e de alegria...É também um acontecimento que deve merecer de todos nós uma atenção especial.

Não percas esta oportunidade...


Até lá, dá uma olhadela nos livros que JÁ temos ao teu dispor na Biblioteca.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Jazz vem à escola

O Jazz vem à escola no dia 7 de Dezembro, pela mão de José Carlos Santos.

Chega integrado na Feira do Livro e visa sensibilizar a comunidade educativa para a educação pela música.

O Seminário "O Jazz vem à escola" realiza-se no dia 7 pelas 21.30h e estará aberto a toda a comunidade educativa.

Esta iniciativa visa abordar a temática da música, centrada no jazz, do passado à actualidade.

Aparece e traz a tua família.

Feira do Livro

A biblioteca da EB2,3 de Real vai levar mais uma vez a cabo a Feira do Livro, que decorrerá entre os dias 6 e 10 de Dezembro.

Ao longo destes dias, poderás encontrar aquele livro que desejavas e adquiri-lo no horário normal de funcionamento da BE (9.00h-17.00h).

No dia 7, a feira estará aberta em horário nocturno (20.30h-22.30h)para que possas vir com os teu pais/encarregados de educação. Neste período, poderás participar num seminário "O Jazz vem à Escola".

No dia 9, contaremos com a presença do escritor Pedro Seromenho, em dois momentos distintos: 10.00h e 15.00h.

Aparece!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Informar para a literacia: sessão de formação

No âmbito do projecto "Informar para a Literacia", realiza-se dia 23 de Novembro, pelas 18:30h um sessão de formação para docentes intitulada: “INformar para a Literacia: A importância da literacia da informação no contexto educativo".
Esta sessão será ministrada pelo Coordenador da Biblioteca, José Barroco, e visa reflectir sobre as competências de informação que em cada momento poderão ser trabalhadas com os alunos na BE e na sala de aula, que modelos de literacia da informação poderão ser usados de forma consistente como metodologia para a pesquisa e uso da informação. Esra sessão tem ainda como objectivo conduzir à uniformização de critérios relativos às várias etapas que dizem respeito à realização de trabalhos, desde a selecção do tema à sua impressão, passando pela apresentação, pela estrutura, pelas citações e bibliografia.
A sessão destina-se a todos os docentes do Agrupamento e poderão inscrever-se através do e-mail da biblioteca ou através da ficha de inscrição disponibilizada na sala de convívio.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

LER PARA CRER


Eu, Luís Costa, creio ter adquirido o gosto pela leitura desde muito cedo, com as histórias que a minha mãe e as minhas irmãs me contavam. Como os tempos eram outros — início da década de sessenta — e havia pouco dinheiro para adquirir livros, a minha família tinha o hábito de entreter o serão com adivinhas, jogos tradicionais — como o rapa — e pequenas narrativas, algumas provenientes da tradição oral e outras dos autores clássicos. Segundo penso, terão sido esses momentos mágicos de comunhão, povoados de personagens e de acontecimentos fantásticos, que despertaram a minha imaginação e o meu apego ao mundo da ficção narrativa. Logo que aprendi a juntar as letras, comecei a ler, com os meus próprios olhos, muitas daquelas histórias que ouvira na minha tenra infância.



Tenho o hábito de ler um pouco de tudo. No entanto, desde a minha adolescência que acalento uma certa predilecção pelos romances históricos. Tudo começou com o fabuloso Eurico o Presbítero, de Alexandre Herculano, que devorei, da primeira à última linha, ao longo de uma tarde, apenas com uma pausa para o lanche. Como a minha mãe me fez a alquímica surpresa de me oferecer a assinatura da colecção Os Grandes Romances Históricos, da editora Amigos do Livro, comecei a dar os meus primeiros passos na literatura universal com O Espião, de Fenimore Cooper. Seguiu-se O Coronel Chabert e Um Caso Tenebroso, de Balzac, Ivan o Terrível, de Tolstoi, Isabel da Baviera, de A. Dumas, Mérimée, Puchkine… Mais tarde, já com vinte anos, li algumas obras dos românticos franceses, na sua versão original. Destaco o romance de Victor Hugo, Notre-Dame de Paris — do qual foi extraída a apaixonante história infantil O Corcunda de Notre-Dame —, e Le Rouge et le Noir, de Stendhal.


Leio, porque gosto de mergulhar nos universos ficcionais que os escritores me oferecem. É uma excelente forma de “conviver e conversar” com os autores, de viajar no espaço e no tempo, uma libertação para o espírito, um alento para a alma e um inigualável exercício mental, pois todas as personagens, todas as acções, todos os cenários são reinventados por nós, os leitores, enquanto lemos. Ver televisão é agradável, mas é passivo, adormece e atrofia a imaginação, provoca a obesidade cerebral. Tudo nos é aí apresentado de forma acabada, completa e sedutora. O nosso intelecto é convidado a contemplar, deixar-se envolver e fascinar, sem ter de procurar alimento, como um passarinho de gaiola.

Neste momento, não estou a ler nenhum romance nem qualquer livro de poesia. É assim, quando estou a escrever os meus próprios textos, por uma questão de distanciamento relativamente a outros autores, de depuração do meu próprio estilo individual. Actualmente, leio após a conclusão dos meus modestos trabalhos literários e antes de iniciar novo projecto. Enquanto escrevo, cinjo-me à leitura da bibliografia que alicerça histórica e cientificamente as frases que delineio. Entretanto, como tenho um filho com cinco anos de idade, regressei, pela quarta vez na minha vida, às histórias infantis: leio-lhe, regularmente, os clássicos deste maravilhoso subgénero narrativo. A última leitura foi, pela enésima vez, o conto A Bela e o Monstro.


Escolhi este livro, porque foi, de facto, a última história que li, mas também pelo seu conteúdo, como é óbvio, que é intemporal, universal, adequando-se perfeitamente aos dias de hoje, uma época marcada pelo culto da aparência, da vaidade, do materialismo, da imagem exterior que se pretende impingir à sociedade. Hoje, pouca gente tem tempo para descobrir o príncipe ou a princesa que há no interior de cada um. Contam mais os títulos, as roupas, os carros, as marcas, os electrodomésticos, as férias que se ostentam e apregoam… Hoje, há demasiadas pessoas parecidas com as irmãs da Bela e com a mãe da Cinderela. A proporção é esmagadora. E são essas pessoas que, por infeliz regra, mais trepam na escala social e profissional. Talvez por isso o país…


ACONSELHO VIVAMENTE A RELEITURA, com os olhos do cérebro, das histórias que a sapientíssima tradição oral e os grandes génios da dita literatura infantil nos deixaram. Estou convicto de que muitos dos adultos de hoje jamais as entenderam, jamais as incorporaram enquanto alertas, lições de vida, valores intrínsecos pertencentes ao melhor tesouro da nossa humanidade. Nos tempos que correm, aconselho vivamente os jovens a relerem a história Os três Porquinhos e o Lobo Mau, a fábula A Cigarra e a Formiga, O Gato das Botas Altas e, como é óbvio, O Capuchinho Vermelho. Aos adultos, aconselharia a leitura atenta do conto já referido — A Bela e o Monstro — e Pinóquio.