terça-feira, 24 de novembro de 2009



Resposta: 8 triciclos
Participantes: 82
Vencedores: 24

5º ano

Turma A
Luís Peixoto , nº16
Mariana Martins, nº 18
Mariana Silva, nº 19
Sara Santos, nº 27
Turma C
Carla Cunha, nº 8
Custódia Rocha, nº11

Turma E
Ana Francisca Pereira, nº2
Ana Cunha, nº3
Bárbara Moreira, nº 5
Bárbara Silva, nº6
Bruna Silva, nº 8
Cristiana Correia, nº10
Rafaela Neiva, nº22

Turma G
Ângela Cerqueira, nº 3

7º ano

Turma A
Hugo Ferreira, 12
Valter Alves, 23

Turma D
Ana Barbosa, nº4
Ana Costa, nº5
Joana Andrade, nº 16

8º ano

Turma F
Ana Correia, nº1

9º ano

Turma F
Ana Azevedo, nº3
Ana Apresentação, nº6
Andreia Araújo, nº7
Tiago Braga, nº21

Campanha "Partilhar é Receber"

domingo, 22 de novembro de 2009

JOVEM SOLIDÁRIO 2009




CAMPANHA PARTILHAR É RECEBER

O Que é?

É uma campanha de SOLIDARIEDADE a decorrer na nossa escola, até ao dia 11 de Dezembro.
Porquê, na nossa escola, e para quê ?
Porque alguns alunos vivem situações de grande carência.
Para:
 Educar para a solidariedade.
 Perceber que a escola é um local onde podemos contribuir para a felicidade daqueles a que a sorte não sorri.
 Criar nos alunos um espírito de partilha.

Como se colabora?
Com muita generosidade , entregando vestuário e calçado, de criança e adulto e brinquedos.

Onde se entrega?
No rés -do -chão da nossa escola, a um dos assistentes operacionais ou às professoras de EMRC.
Todos os produtos obtidos serão entregues, na casa desses alunos, juntamente com os cabazes elaborados pelo Feira Nova.
Não se trata de dar o supérfluo, mas de partilhar!
SÊ SOLIDÁRIO! Para que os TEUS COLEGAS tenham um NATAL mais QUENTINHO e ALEGRE!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009



Resposta: Sevilha

Participantes: 56

Vencedores: 13

2º Ciclo
5º ano
Turma A
João Eira, nº14



6º ano
Turma G
Gaspar Neves, nº11


3º Ciclo
7º ano
Turma B
Bárbara Pontes, nº7
Carina Silva, nº12



Turma D
Ana Barbosa, nº4
Ana Costa, nº5
Helena Simões, nº13

8º ano

Turma A
Bárbara Mendes, nº6
Márcia Gomes, nº20
Maria Gomes, nº21





9º ano
Turma F
Ana Marques, nº1
Ana Apresentação, nº6
Tiago Braga, nº21

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Clube Contadores de Histórias


Um convite para jantar œ


Convidámos Khalil para jantar. É um amigo nosso, egípcio. Já o tínhamos ajudado quando, há alguns anos, acabava de chegar, com a sua pobreza um pouco assustada, e a sua dignidade e seriedade, que muito nos impressionaram. Na altura, ajudámo-lo a libertar-se dos preconceitos próprios de quem vem de um país pobre, com todas as dificuldades inerentes à cor da pele e ao domínio da língua.

Não quer dizer que tenhamos feito muito pelo Khalil: limitáramo--nos a indicar-lhe um pequeno apartamento que poderia alugar, acrescentando: «Se precisares de alguma coisa, estamos à disposição.»

Nunca teve grandes necessidades: só alguns endereços, algumas explicações sobre usos, costumes e leis, uma ou outra ajuda para decifrar certas expressões e umas quantas palavras difíceis, nomeadamente para ultrapassar determinadas complicações burocráticas. Pediu-nos, sobretudo, algum tempo: para estarmos juntos; para passar as tardes de Domingo, para não se sentir demasiado só e perdido.Nasceu assim uma certa familiaridade entre nós, por isso, às vezes, convidamo-lo para jantar. Isto ajudou-nos a descobrir como é maravilhosa a hospitalidade. De início, também nós sentíamos sobretudo desconfiança e hesitação: talvez um medo indefinível (de quê, afinal?), e principalmente embaraço frente ao seu universo feito de deserto e pobreza, de uma língua desconhecida e de um céu sem nuvens: era tudo isso que estava escrito no rosto escuro de Khalil.

Porém, mal entrou em nossa casa, ofereceu pistácios aos miúdos e cumprimentou a cozinheira (que neste caso era eu), pelo cheirinho delicioso que vinha da cozinha (Khalil exerce a profissão de cozinheiro), e ficámos com a sensação de que os mundos estranhos existem apenas para se encontrarem. Foi um serão muito divertido, aquela primeira vez em que o recebemos em nossa casa. E, desta vez, convidámo-lo para trocar votos de Bom Natal. Também ele, pobre homem, trazia um presente para nós. Abriu o seu embrulho sob o olhar curioso das crianças. Deve ter intuído imediatamente a desilusão delas: era um ícone – um ícone barato, mas bem feito. Representava a SS. Trindade, com os três anjos sentados à mesa. Contudo, graças ao seu sotaque estrangeiro fascinante e à argúcia que o caracteriza, conseguiu manter-nos a todos encantados, enquanto explicava o seu significado.Explicou-o mais ou menos assim:Khalil: «Digam lá, o que representa este ícone?»

Stefano: «São três anjos.»

halil: «E o que estão a fazer?»

Stefano: «Nada, estão sentados.»

Marco: «Estão sentados a beber: há um cálice; e o deserto a toda a volta.»

Laura: «Não, estão a tomar uma decisão difícil. Estão a olhar uns para os outros; até parecem um pouco tristes e preocupados!»

Khalil: «Tristes? Estão envoltos em luz, em paz...»

Laura: «Estão mas é tristes! Olha para a cara deles.»

Khalil: «E porque estarão tristes?»

Stefano: «Talvez estejam à espera de alguém que nunca mais chega!»

Laura: «Não, têm de tomar alguma decisão difícil.»

Marco: «Que disparate! Nunca ouvi falar de anjos tristes!»

Laura: «Não percebes nada. Os anjos estão tristes porque os homens são maus.»

Khalil: «Talvez Stefano tenha razão; estão à espera de alguém, e sentem-se preocupados porque nunca mais chega. Esperam alguém para começar o banquete. Quem poderá ser?»

Marco: «Estão à espera de que lhes sirvam o almoço. Na mesa há apenas uma taça. Talvez esperem o dono da casa, que foi buscar o pão e a carne.»

Stefano: «Não, não têm fome. Nem sequer têm tempo para comer: têm na mão um cajado para a viagem; em breve terão de partir.»

Laura: «Talvez esperem um amigo para partir juntos...»

Khalil: «E quem é esse amigo?»

Marco: «Como poderemos saber?»

Khalil: «Quero revelar-vos o meu segredo: estas três personagens esperam um amigo, sim. E esse amigo, reparem bem, sou precisamente eu, que estou a olhar para eles. Aqui à frente há um lugar vazio, para alguém se sentar. Foi preparado para mim. Eu, Khalil, sou estrangeiro nesta terra, mas vocês convidaram-me para jantar. Por isso me senti como um amigo esperado: prepararam-me um lugar à mesa. Por isso já não sou estrangeiro, e os três anjos são vocês: Marco, Laura, Stefano.»

Marco: «Mas nós não somos anjos: às vezes o Stefano só faz diabruras, e a Laura é uma bruxa.»

Laura: «Olha quem fala! Então e tu?»

Khalil: «Vocês de facto não são nenhuns anjos, mas quando acolhem um amigo e tratam com respeito um estrangeiro que vos visita, assemelham-se aos anjos de Deus, ou antes, assemelham-se a Deus. Quem sabe? Talvez estes três não sejam anjos, mas as três personagens que Abraão convidou a deter-se sob o carvalho, e que representam o Pai, o Filho e o Espírito Santo.»

Laura: «Quero pôr este ícone no meu quarto.»

Marco: «Não, este ícone vai ficar aqui, na sala de jantar, onde acolhemos os amigos.»

Stefano: «Sim, sim, na sala de jantar.»

Khalil: «Eu também penso que talvez seja preferível na sala de jantar; de cada vez que nos sentarmos à mesa, poderemos pensar, olhando o ícone: eis que eu sou como o amigo esperado pelos anjos, sou como o hóspede de Deus.»

Entretanto, o jantar estava pronto e tive de interromper a explicação: as crianças lutavam entre si para ficarem ao lado de Khalil, para ouvirem as suas histórias e rirem com o seu sotaque incorrecto. Ele sorria com os seus belos dentes brancos e os seus olhos marotos.

Ao acolhermos um hóspede vindo do Egipto, foi-nos concedida a alegria de nos imaginarmos no deserto, como hóspedes de Deus. Parecia-me inacreditável poder pôr tâmaras em cima da mesa.

Carlo Maria Martini

Uma bela famíliaLisboa, Edições Paulinas, 1999(Texto adaptado)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ver e ouvir

Para ler e escrever, tal como para musicar e cantar, não são precisos muitos recursos...
BASTA QUERER!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Clube Contadores de Histórias


A mesquita mais bela

Os cidadãos de Córdova viviam na cidade mais bonita do mundo e sentiam-se muito orgulhosos da Grande Mesquita, que ficava situada no centro da cidade. Não só era uma mesquita maravilhosa, como estava rodeada por jardins magníficos, cheios de laranjeiras perfumadas, fontes espumosas e flores de todas as cores. Os habitantes de Córdova costumavam sentar-se no jardim e pensar que estavam no Paraíso.
O único problema eram três jovens travessos: Rashid, que era muçulmano; Samuel, que era judeu; e Miguel, que era cristão.
Entravam e saíam das fontes; saltavam por cima dos canteiros; escondiam-se nos jardins e atiravam laranjas maduras a quem quer que vissem.
Os jardineiros, Ibrahim e Yacoub, tentavam apanhá-los, mas os três amigos eram demasiado rápidos para eles.
Um dia, os rapazes estavam a atirar laranjas às pessoas, à medida que estas saíam da mesquita. Uma laranja particularmente podre caiu aos pés de um homem ricamente vestido.
— Estamos em apuros! — exclamou Rashid. — É o califa em pessoa! Fujamos!
Os três rapazes tentaram fugir, mas os soldados do califa apanharam-nos e levaram-nos à presença deste.
— Finalmente, foram apanhados pelos próprios soldados do califa! — rejubilou o jardineiro Ibrahim.
Yacoub esfregou as mãos.
— Agora é que são elas! Vão apanhar pelo menos dez chicotadas!
O califa interrogou-os:
— Com que então, meninos, a atirarem laranjas ao vosso califa?
— Não sabíamos que éreis vós, Senhor — murmurou Rashid.
— Tendes feito isto com frequência? — perguntou o governante com severidade.
Os rapazes olharam para o chão com tristeza e acenaram com a cabeça.
— Todos os dias, saiba Vossa Magnificência — exclamaram os jardineiros. — Estes rapazes são a nossa desgraça.
— Bem — disse o califa, tentando não sorrir — vejo que tereis de ser severamente punidos. Condeno-vos a trabalharam nestes jardins todos os dias, durante três meses.
E os rapazes assim fizeram. Durante três meses, plantaram, arrancaram ervas daninhas, regaram as flores e apararam os arbustos dos jardins. Yacoub e Ibrahim fizeram-nos trabalhar sem descanso.
Depois do trabalho, os três amigos, cansados e cheios de calor, passeavam pela mesquita fresca.
— Nunca vi um edifício tão belo — sussurrou Miguel. — É muito mais grandioso do que a nossa igreja.
— Ou que a minha sinagoga — acrescentou Samuel. — Maravilhoso, sem dúvida.
— A nossa mesquita é verdadeiramente a casa de Deus — alegrou-se Rashid.
À medida que foram crescendo, os três amigos deixaram de se ver com tanta frequência.
Rashid estudou Medicina e tornou-se um médico famoso.
Samuel viajou por toda a parte como mercador, negociando em especiarias e seda. Anotou todas as suas impressões de viagem num diário e escreveu poemas de rara beleza.
Miguel herdou a quinta do pai. Tornou-se um grande proprietário de terras e era conhecido pela sua bondade e pelas canções alegres que entoava.
O califa envelheceu e os seus inimigos começaram a atacar Córdova por todos os lados. Acabou por ser derrotado numa grande batalha pelo rei cristão Fernando.
Miguel, que era agora o homem mais importante de Córdova, foi saudar o novo rei.
— Don Miguel — exclamou o rei — levai-me à Grande Mesquita, da qual muito ouvi falar.
— Com prazer, Senhor — respondeu Miguel. — É fonte de orgulho e alegria para todos os habitantes de Córdova, tanto muçulmanos como judeus.
O rei contemplou a mesquita.
— É de facto magnífica — concordou.
Depois suspirou.
— Mas esta vai ser uma cidade cristã e vamos construir uma grande catedral neste lugar. A mesquita tem de ser derrubada.
Nessa mesma noite, Miguel convidou Samuel e Rashid para jantar.
— Meus caros amigos, tenho notícias péssimas. O rei planeia derrubar a nossa adorada mesquita.
— E os nossos jardins maravilhosos? — indagaram Samuel e Rashid.
— Também vão ser destruídos.
— O que podemos fazer? — perguntou Rashid, com a cabeça entre as mãos.
— Temos de falar os três com o rei e dizer-lhe quão preciosa é a mesquita para todos em Córdova.
No dia seguinte, os habitantes da cidade encheram a praça para ver o rei.
— Estou aqui — anunciou Miguel — em nome de todos os cristãos de Córdova, para pedir ao rei que poupe a nossa mesquita.
Todos aplaudiram.
— E eu estou aqui em nome de todos os judeus de Córdova — disse Samuel.
— É verdade! — aplaudiu a multidão.
— E eu, senhor, falo em nome de todos os cidadãos muçulmanos. Poupai a nossa mesquita!
Todos aplaudiram ainda com mais força.
O rei comentou:
— Vejo que as três comunidades pedem o mesmo e que não terei aliados se derrubar a mesquita.
Depois de pensar por um momento, o rei anunciou:
— Construirei uma igreja numa pequena parte da mesquita, mas o resto do edifício e dos jardins ficarão a pertencer a todos os habitantes de Córdova.
Depois de pensar por um momento, o rei anunciou:
— Construirei uma igreja numa pequena parte da mesquita, mas o resto do edifício e dos jardins ficarão a pertencer a todos os habitantes de Córdova.
Os aplausos da multidão encheram a praça.
E assim a Grande Mesquita foi poupada para que gerações futuras a admirassem e dela usufruíssem. Ainda hoje se mantém intacta, e tem milhões de visitantes por ano. Muitos se sentam nos seus jardins e desfrutam da sombra e do perfume das árvores. Alguns afirmam mesmo ter visto os fantasmas de três rapazes malandros a entrar e a sair das suas fontes.



Ann Jungman
The most magnificent mosque
London, Frances Lincoln, 2006
Tradução e adaptação